Em Rogue Loops, uma família de guerreiros acaba presa em um ciclo de morte e ressurreição e agora vai precisar lutar para escapar. A aventura adota uma estrutura cíclica única, na qual as salas se tornam mais perigosas conforme os heróis se fortalecem. Além disso, elementos de roguelike garantem imprevisibilidade às partidas. Essa ideia, aliada a combates ágeis e à possibilidade de criar combinações estratégicas entre habilidades, resulta em uma experiência singular que só precisava de mais conteúdo para se tornar inesquecível.
O diferencial está na estrutura dos calabouços. As salas são interligadas e, ao passar de uma para a outra, é necessário escolher uma melhoria para o personagem. No entanto, cada opção vem acompanhada de uma maldição: algumas fortalecem os inimigos, enquanto outras adicionam perigos variados às arenas. Revisitamos as salas em um ciclo constante, então aos poucos os desafios se acumulam, tornando-as cada vez mais difíceis.
A morte é só o começo e, ao sermos derrotados, voltamos para o acampamento da família. Neste local seguro é possível desbloquear vantagens em uma árvore de habilidades customizável, melhorar características dos heróis e liberar novas relíquias para partidas futuras. Com isso, a chance de vitória aumenta aos poucos.
Escolher simultaneamente uma melhoria e uma maldição é uma sacada bem legal. Há todo tipo de coisa negativa, como uma caveira venenosa que segue o personagem, nuvens que obstruem a visão, paredes flamejantes que aparecem de tempos em tempos ou um cristal que torna os inimigos próximos invulneráveis. A seleção é imprevisível, então é importante se adaptar constantemente para conseguir superar os desafios.
Isoladamente, a maioria dos perigos não representa grande ameaça. No entanto, quando começam a se acumular, a dificuldade aumenta consideravelmente, tornando os desafios cada vez mais intensos. Com isso, somos forçados a pensar com cuidado nos tipos de desafios que queremos enfrentar, afinal certas combinações são absurdas demais e podem significar derrota. Foram várias as vezes que deixei de pegar alguma melhoria interessante para não aumentar demais o desafio — a graça está justamente em conseguir balancear vantagens e desvantagens para conseguir sobreviver.
Há muitas opções para enfrentar os desafios. Os heróis oferecem estilos de jogo distintos: o filho Aiden ataca velozmente com espadas espectrais; a filha Amber lança flechas e pode puxá-las de volta; o pai, Gabriel, é forte, mas pesado; já Circe, a mãe, conjura feitiços lentos e poderosos. Cada um deles conta com uma habilidade especial única, sendo possível alternar entre duas variações.
Fora isso, diversas habilidades ajudam a deixar as coisas diferentes. Há todo tipo de técnica elemental, como discos de fogo, explosões de gelo e tempestades de relâmpagos, sempre acompanhados de efeitos adicionais. As relíquias oferecem bônus interessantes e é fácil montar sinergias poderosas: em uma partida, inimigos queimando lançavam fogo nos outros ao morrer; em outra, minha esquiva lançava um relâmpago e ataques normais podiam paralisar inimigos.
A combinação de todos esses elementos cria partidas únicas e imprevisíveis; me diverti tentando sobreviver às complicações. Depois de vencer ao menos uma vez, são habilitadas dificuldades adicionais ideais para quem gosta de um bom desafio.
O problema é que a estrutura das tentativas é basicamente a mesma, ou seja, andares com duas salas que vão ficando progressivamente mais perigosas. Há pequenas variações das arenas, mas, fora isso, não aparecem surpresas, como eventos únicos ou inimigos diferentes. Além disso, os três biomas são praticamente idênticos mecanicamente, mesmo apresentando temáticas e monstros diferentes.
Os heróis, os poderes e as maldições ajudam a reduzir a sensação de monotonia, mas, a longo prazo, a previsibilidade se torna inevitável. Torço para que isso mude no futuro com adição de mais conteúdo via atualizações, prática comum no mundo dos títulos indie desse gênero.
Por fim, outra questão negativa é a ambientação. O tema central de uma família presa em um ciclo eterno é instigante, porém nada disso é explorado fora da cena de abertura. Claro, nota-se que o foco está na ação, mas um pouquinho de desenvolvimento tornaria a jornada mais envolvente.
No entanto, a repetição acaba sendo um problema a longo prazo, já que a estrutura dos desafios muda pouco entre as tentativas. Além disso, a ambientação instigante poderia ser melhor explorada para tornar a experiência mais imersiva. Mesmo assim, Rogue Loops entrega um jogo divertido e desafiador, que tem potencial para se tornar ainda melhor com atualizações futuras.
Confinados em um ciclo eterno
Em seu cerne, Rogue Loops é um título de ação tradicional com elementos de roguelike. O objetivo é sempre derrotar todos os inimigos para poder seguir para a próxima batalha, enfrentando um chefe no final da área. Os heróis contam com dois ataques e uma esquiva, adquirindo feitiços diversos e relíquias com poderes passivos no decorrer da aventura.O diferencial está na estrutura dos calabouços. As salas são interligadas e, ao passar de uma para a outra, é necessário escolher uma melhoria para o personagem. No entanto, cada opção vem acompanhada de uma maldição: algumas fortalecem os inimigos, enquanto outras adicionam perigos variados às arenas. Revisitamos as salas em um ciclo constante, então aos poucos os desafios se acumulam, tornando-as cada vez mais difíceis.
A morte é só o começo e, ao sermos derrotados, voltamos para o acampamento da família. Neste local seguro é possível desbloquear vantagens em uma árvore de habilidades customizável, melhorar características dos heróis e liberar novas relíquias para partidas futuras. Com isso, a chance de vitória aumenta aos poucos.
Em masmorras progressivamente mais perigosas
Em um mundo saturado de roguelikes, Rogue Loops me chamou a atenção com sua premissa única de atravessar as mesmas salas de forma cíclica. Apesar de simples, o conceito principal é bem criativo, resultando em uma experiência diferente e interessante.Escolher simultaneamente uma melhoria e uma maldição é uma sacada bem legal. Há todo tipo de coisa negativa, como uma caveira venenosa que segue o personagem, nuvens que obstruem a visão, paredes flamejantes que aparecem de tempos em tempos ou um cristal que torna os inimigos próximos invulneráveis. A seleção é imprevisível, então é importante se adaptar constantemente para conseguir superar os desafios.
Isoladamente, a maioria dos perigos não representa grande ameaça. No entanto, quando começam a se acumular, a dificuldade aumenta consideravelmente, tornando os desafios cada vez mais intensos. Com isso, somos forçados a pensar com cuidado nos tipos de desafios que queremos enfrentar, afinal certas combinações são absurdas demais e podem significar derrota. Foram várias as vezes que deixei de pegar alguma melhoria interessante para não aumentar demais o desafio — a graça está justamente em conseguir balancear vantagens e desvantagens para conseguir sobreviver.
No frenesi do combate
A ação é ágil, com foco em atacar e esquivar continuamente. As habilidades só são recarregadas ao desferir golpes básicos, então há incentivo para ser agressivo. É tudo muito rápido e, para sobreviver, é essencial saber que inimigo atacar primeiro, afinal há grande variedade e quantidade deles — isso, em conjunto com os perigos, deixam os embates bem intensos.Há muitas opções para enfrentar os desafios. Os heróis oferecem estilos de jogo distintos: o filho Aiden ataca velozmente com espadas espectrais; a filha Amber lança flechas e pode puxá-las de volta; o pai, Gabriel, é forte, mas pesado; já Circe, a mãe, conjura feitiços lentos e poderosos. Cada um deles conta com uma habilidade especial única, sendo possível alternar entre duas variações.
Fora isso, diversas habilidades ajudam a deixar as coisas diferentes. Há todo tipo de técnica elemental, como discos de fogo, explosões de gelo e tempestades de relâmpagos, sempre acompanhados de efeitos adicionais. As relíquias oferecem bônus interessantes e é fácil montar sinergias poderosas: em uma partida, inimigos queimando lançavam fogo nos outros ao morrer; em outra, minha esquiva lançava um relâmpago e ataques normais podiam paralisar inimigos.
A combinação de todos esses elementos cria partidas únicas e imprevisíveis; me diverti tentando sobreviver às complicações. Depois de vencer ao menos uma vez, são habilitadas dificuldades adicionais ideais para quem gosta de um bom desafio.
De novo e mais uma vez
É da natureza dos roguelikes ter algum nível de repetição depois de algum tempo e Rogue Loops não é exceção. Apesar de todos os elementos que se combinam para trazer partidas diferentes, há uma sensação de mais do mesmo com o passar do tempo, por mais que em menor grau.O problema é que a estrutura das tentativas é basicamente a mesma, ou seja, andares com duas salas que vão ficando progressivamente mais perigosas. Há pequenas variações das arenas, mas, fora isso, não aparecem surpresas, como eventos únicos ou inimigos diferentes. Além disso, os três biomas são praticamente idênticos mecanicamente, mesmo apresentando temáticas e monstros diferentes.
Os heróis, os poderes e as maldições ajudam a reduzir a sensação de monotonia, mas, a longo prazo, a previsibilidade se torna inevitável. Torço para que isso mude no futuro com adição de mais conteúdo via atualizações, prática comum no mundo dos títulos indie desse gênero.
Por fim, outra questão negativa é a ambientação. O tema central de uma família presa em um ciclo eterno é instigante, porém nada disso é explorado fora da cena de abertura. Claro, nota-se que o foco está na ação, mas um pouquinho de desenvolvimento tornaria a jornada mais envolvente.
Um ciclo imperfeito que vale a pena
Rogue Loops se destaca com uma proposta criativa e mecânicas bem amarradas. O sistema de ciclos com melhorias acompanhadas de maldições adiciona um toque estratégico interessante e o combate ágil mantém a experiência envolvente. A variedade de heróis, habilidades e sinergias garante boas possibilidades para experimentar diferentes estilos de jogo, tornando cada partida única e imprevisível.No entanto, a repetição acaba sendo um problema a longo prazo, já que a estrutura dos desafios muda pouco entre as tentativas. Além disso, a ambientação instigante poderia ser melhor explorada para tornar a experiência mais imersiva. Mesmo assim, Rogue Loops entrega um jogo divertido e desafiador, que tem potencial para se tornar ainda melhor com atualizações futuras.
Prós
- Calabouços cíclicos interessantes que vão ficando progressivamente mais complicados;
- Sistema de melhorias e maldições traz decisões difíceis e estratégia às partidas;
- Combate ágil e variado com direito a muitas habilidades e sinergias;
- Quantidade de conteúdo razoável, especialmente para aqueles que gostam de desafios mais complicados.
Contras
- A longo prazo, as partidas podem ser um pouco repetitivas;
- Ambientação e história subdesenvolvidas.
Rogue Loops — PC — Nota: 8.0
Revisão: Juliana Paiva Zapparoli
Análise produzida com cópia digital cedida pela Fubu Games
Análise produzida com cópia digital cedida pela Fubu Games