No mais recente episódio do podcast Central 900, da Faculdade Cásper Líbero, Ana Xisdê, influenciadora gamer, jurada do Esports Awards e eleita a Melhor Caster do Brasil, afirmou que existe uma reparação histórica que a indústria de jogos deve fazer às mulheres, especialmente na sensação de não pertencimento. O vídeo na íntegra, publicado nesta terça-feira (25), você confere acima.
Ao longo do bate-papo, Ana também destacou que os jogos e os brinquedos derivados destes são vendidos na seção "para meninos" nas lojas. Complementando a ideia, Érika Caramello, CEO da Dyxel Gaming, mencionou a pesquisa Game Brasil, realizada em 2024, que mostrou que, no Brasil, existem mais mulheres e pessoas pretas no mundo dos jogos, porém a indústria não leva essas estatísticas em consideração — fator ao qual Caramello se referiu como "uma barreira para que grupos plurais e diversos entrem e se sintam bem".
Ana também ressaltou seu descontentamento com a indústria, que, apesar de permitir um fácil acesso, apresenta uma relutância em aceitar mulheres, além de esse comportamento machista acaba refletindo na representação — por vezes sexualizada — das personagens femininas nos videogames.
Fonte: assessoria de imprensa
Foto de capa: reprodução/FCL