Esses estabelecimentos continuaram firmes no começo dos anos 2000, até que começaram a decair devido a diversos fatores, mas entre os principais estão o maior acesso à compra dos consoles de mesa e a diminuição no investimento nos arcades por parte das empresas. Porém, quando essas máquinas estavam em alta, o que predominou nelas por muito tempo foram os fighting games, ou no bom português: jogos de luta.
Foi nesse período que grandes franquias do gênero se consolidaram, como Mortal Kombat, The King of Fighters, Guilty Gear, Street Fighter, e muitas outras. Como tudo nessa vida é cíclico, o momento dos fighting games e dos arcades passou, dando espaço a outros gêneros de jogos e outras máquinas para divertir o público. Mas isso não significa que o gênero morreu, muito pelo contrário: as grandes franquias continuaram lançando novos jogos, experimentando novas coisas para atrair o público. Algumas vezes essa estratégia deu certo, e em outras nem um pouco (é, estamos falando de você mesmo, Mortal Kombat Armageddon).
Apesar de não ser o único gênero disponível nessas máquinas, os jogos de luta atraiam legiões. |
O importante é que esses jogos continuaram por aí, não é à toa que Tekken já vai para o oitavo jogo da franquia principal, sem falar nos vários spin-offs. O próprio Mortal Kombat vai para seu 12º segundo jogo, e segundo reboot na história com MK 1. Outras franquias clássicas continuaram seus caminhos, entre altos e baixos também. Podemos citar de exemplo Street Fighter, KOF, Dead or Alive, Virtua Fighter e muitas outras. Algumas podem estar desaparecidas, mas as gigantes continuam por aí.
Nos últimos anos, os fãs do gênero têm visto os fighting games voltarem a ganhar força. A FGC (Fighting Games Community) está maior e mais forte do que nunca. E tudo isso graças aos lançamentos nos anos recentes, como Super Smash Bros. Ultimate, Guilty Gear -Strive-, The King of Fighters XV, e os aguardadíssimos e já citados Tekken 8, Mortal Kombat 1, e os surpreendentes Garou: Mark of the Wolves 2 e Dragon Ball: Budokai Tenkaichi 4.
Mas claro que nem só de clássicos vive um gênero. Muitas novas franquias nasceram, como Injustice, Skullgirls, Brawhalla, Multiversus, e por aí vai. Além disso, as competições da área vêm crescendo ano após ano. A EVO (Evolution Championship Series), por exemplo, que é considerada a maior competição de fighting games do planeta, recentemente foi adquirida pela Sony e já tem a edição deste ano confirmada para o início de agosto, bem como o line-up de jogos anunciados.
Mas para entender esse novo boom dos jogos de luta é preciso compreender o seu ciclo de lançamento, que atualmente é diferente dos demais estilos de jogos. Os principais fighting games da atualidade praticamente acompanham uma geração inteira de consoles, e suas continuações, muitas vezes, são lançadas somente com a chegada de uma nova geração. Logo, o período de vida deles é mais longo, principalmente pelo fator competitivo.
Na geração passada, do Xbox One e PS4, os principais games foram Tekken 7 e Street Fighter V, que só estão recebendo novas versões agora, na geração dos Xbox Series e do PS5. Uma das poucas exceções a ter mais de um jogo na mesma geração foi Mortal Kombat, que agraciou os jogadores com as versões X e 11.
Já alguns jogos acabam optando pelo famoso formato cross-gen, estando disponíveis tanto na geração anterior como na atual. De exemplo temos Guilty Gear -Strive- e Dragon Ball FighterZ, que foram lançados já no fim da oitava geração, mas continuam firmes e fortes junto ao público nos consoles atuais. E provavelmente terão suas continuações mais próximas da chegada da futura geração de consoles.
O retorno da franquia Garou foi uma das maiores surpresas para a FGC nos últimos anos |
O momento atual é quase um sonho para a galera dos Fighting Games. Vários jogos bons de franquias queridas já estão no mercado; grandes nomes do gênero estão lançando novas iterações de suas IPs, e temos jogos mais do que sonhados a caminho. É, esse é um bom momento para ser um fã de jogos de luta.
Revisão: Heloísa D'Assumpção Ballaminut